sábado, 31 de agosto de 2013

Amor em tempos de guerra

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Homossexualidade, guerra, relações afetivas, familiares e sociais, preconceito, holocausto.
SINOPSE
O filme tem o seu início na primavera de 42, em Paris, Jean e Philippe arriscam as suas vidas para ajudar Sarah, uma amiga de infância de Jean que é judia e cuja família foi assassinada pela Gestapo. Jean é o grande amor de Sarah, mas ele é homossexual e apaixonado por Philippe, membro da resistência francesa. Mesmo assim, os três conseguem manter uma relação harmoniosa, até que entra em cena o irmão de Jean, colaborador dos nazistas. Quando Jean é falsamente acusado de manter um caso com um oficial alemão, começa a descida ao inferno sob o signo do triângulo rosa.
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Não recomendado para menores
O OLHAR DA PSICOLOGIA
Transcendendo o tema da homossexualidade, o filme aborda as relações humanas em sua complexidade, abrangendo as relações afetivas, familiares e sociais em tempos de guerra, quando o que há de mais desumano na sociedade pode se revelar. Se ainda enfrentamos barbaridades por conta de preconceito contra a homossexualidade, não há como comparar com o que acontece em outro contexto. Os horrores da segunda guerra mundial, por diversas ocasiões, foram retratados em diferentes filmes. Temos presente algumas imagens das barbáries sofridas por judeus do mundo todo. A proposta deste filme francês é outra, o foco se desloca a intolerância com a homossexualidade. Jean ama Sarah de outra forma, como alguém muito querida, nunca como mulher. Seu corpo e coração pertencem a Philippe. Por mais estranho que pareça, os três encontram uma forma de convivência harmoniosa, até que seu irmão descobre a verdade. A revolta, o preconceito, ciúme e a inveja transformam a família. A primeira manifestação de preconceito surge na atitude irresponsável do irmão, que resulta na prisão de Jean. Os horrores começam a acontecer na tela, revelando como a homossexualidade também foi alvo de torturas e assassinatos cometidos pelos nazistas.

O SUBSTITUTO ( Indiferença)

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ASSUNTO
Abuso, Sistema educacional, relações sociais, afetivas, humanas, existencialismo, suicídio, mecanismos de defesa.
SINOPSE
Henry Barthes é um professor brilhante com um verdadeiro talento para se conectar com seus alunos. Em outro mundo, ele seria um herói para sua comunidade. Mas, assombrado por um passado conturbado, ele escolhe ser professor substituto - nunca na mesma escola por mais que algumas semanas, nunca permanecendo tempo suficiente para formar qualquer relação com os alunos ou colegas. Uma profissão perfeita para alguém que busca se esconder ao ar livre. Quando uma nova missão o coloca numa decante escola pública, o isolado mundo de Henry é exposto por três mulheres que mudam a sua visão sobre a vida: uma estudante, uma professora e uma adolescente fugitiva.
Durante somente três semanas o professor substituto (Henry Barthes) deverá enfrentar a doença (Alzheimer) e morte do avô, com quem viveu uma terrível história familiar; a vida de uma adolescente prostituta e maltratada, que acabará hospedando na sua casa; alunos violentos e sem perspectiva de futuro, outros com uma carga incrível de sofrimento e carentes do mais básico; professores/as que ainda tentam fazer o seu melhor com alunos/as que não estão para nada interessados em estudar, enquanto outros, carregando histórias pessoais trágicas, afundam na angústia e na depressão. Para ler mais, clique aqui.
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O OLHAR DA PSICOLOGIA
Acabo de escrever sobre a necessidade que temos de pertencimento e de reconhecimento no post sobre o filme “Dá para fazer”. Agora, me deparo com o título deste filme, que no original seria indiferença. INDIFERENÇA é um NÃO LUGAR, uma invisibilidade, um não reconhecimento de si no ambiente. Parece que falamos da mesma questão, aqui discutida sobre outra perspectiva. Um primeiro olhar nos remete ao ambiente escolar, o que nos faz crer que o foco é o sistema educacional em decadência. Entretanto, a trama vai muito além, nos propõe reflexões profundas sobre existência. Neste sentido, o tema é bem existencialista, no sentido filosófico da palavra. É um drama existencial repleto de sentidos e não “sentidos”. O personagem principal é professor substituto, o que o configura como a impermanência, não aquela que nos permite o desapego, a renúncia, a aceitação das mudanças. O conceito aqui é usado para definir fuga, trata-se de uma defesa, o movimento de evitar a autenticidade, riscos que o vínculo pode provocar. No desenrolar da trama, somos aos poucos informados das possíveis “razões” que promoveram tal comportamento. Tendo como ponto de partida o texto de Edgar Allan Poe - “A queda da casa dos Usher”, o drama aborda a queda de um sistema. Cenas melancólicas retratam o isolamento, a falta de contato com outros sistemas como agente provocador do esvaziamento. Pais, professores, alunos, todos se trancam em seus universos particulares, incapazes de trocas nutritivas, transbordam frustrações. O sistema, por falta de alimentação, adoece, assim nos ensina a “teoria de sistemas”. De fato, é isso que assistimos na trama, a escolas e as pessoas não mais participam de trocas nutritivas. “Detachment”, o título original, pode significar deslocamento, ou melhor, dizendo, retrata a postura neurótica de estar destacado, isolado. Henrý tenta fazer a diferença em seu ofício, mas também se preserva. Os fantasmas de sua infância teimam em assombrá-lo. Aqui, também, os rótulos são responsáveis por algumas situações críticas, como no caso de Meredith, que por ser obesa é alvo de Bullying. Ela sofre humilhações diárias, é agredida verbalmente por seus colegas e pelos seus próprios familiares. O universo caótico é pessoal e educacional, retratando uma realidade dura, que incomoda o telespectador, chegando a sufocar.

Dá pra Fazer (Si Può Fare )

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Saúde mental, psicodiagnóstico, relações sociais, afetivas e familiares, esquizofrenia, reforma psiquiátrica.
SINOPSE
Nello, um sindicalista afastado do sindicato por suas ideias avançadas, se vê dirigindo uma cooperativa de doentes mentais, ex-pacientes dos manicômios fechados pela Lei Basaglia. Acreditando firmemente na dignidade do trabalho, ele convence os sócios (doentes mentais) a substituir as esmolas assistencialistas por um trabalho de verdade, inventando para cada um, uma atividade incrivelmente adaptada às respectivas capacidades, mas indo também de encontro às inevitáveis e humanas contradições.
O OLHAR DA PSICOLOGIA
Um filme que consegue ser comédia, drama e retratar a história, é mesmo sensacional! Para quem é da área de saúde, o filme é uma aula sobre a reforma psiquiátrica italiana, conhecida como psiquiatria democrática. A negação da psiquiatria que aprisionava em manicômios, faz com que o movimento, iniciado por Baságlia, priorize a inclusão do diferente na sociedade. Baseada em fatos reais, a trama gira em torno do encontro de um sindicalista, que defende suas ideias cooperativistas, e, um grupo de doentes mentais, que foram beneficiados pela recente reforma do sistema de saúde mental italiano, promovida por Franco Baságlia. De fato, o sindicalista nada sabia sobre a reforma psiquiátrica, conforme pode ser visto na cena em que o psiquiatra pergunta a respeito. No entanto, suas ações junto aos ditos “loucos”, ainda que por outras razões, acaba por ser a prática do pensamento da reforma, visto que prioriza a inclusão. Para o sindicalista, é a oportunidade de colocar em prática suas ideias cooperativistas, e, consequentemente, ele dá lugar para a singularidade de cada paciente. Eles se tornam sócios da cooperativa, saem da invisibilidade, encontram um lugar. Através do voto, cada sócio participa, encontrando seu valor no ato. Por outro lado, o diretor motiva e valoriza a singularidade de cada um, fazendo com que eles possam participar com suas próprias possibilidades. A oportunidade de ser ouvido faz com que as questões particulares e gerais encontrem espaço. Sendo assim, logo a trama tem a chance de discutir questões, que podem abranger outros segmentos da sociedade.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Os amantes passageiros

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Homossexualidade, sexualidade,  relações políticas, sociais e afetivas.
SINOPSE
Um avião da companhia aérea Península enfrenta problemas durante um voo para o México, já que um dos trens de pouso não está mais funcionando. Com isso o comandante da aeronave (Antonio de la Torre) é obrigado a voar em círculos, à espera de algum aeroporto que tenha condições para que possam fazer um pouso de emergência em solo espanhol. Durante este período todos os passageiros e as aeromoças da classe econômica são dopados, para evitar que haja pânico generalizado. Os únicos acordados são os comissários de bordo e os passageiros da classe executiva, que, percebendo que correm sério risco de morrerem, decidem abrir o jogo sobre segredos de suas vidas pessoais.
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O OLHAR DA PSICOLOGIA
Os Amantes Imaginários traz de volta o Almodóvar que batia forte no recalque conservador. O filme sobrevive apenas por seu lado cômico, mas não deixa de ser interessante ver o diretor criticar, de maneira bem safada/escandalosa, os rumos que a recessão alcançou em seu país.” Logo, percebemos na metáfora do avião em círculos uma referência à crise espanhola. A comédia transgressora não pretende suscitar qualquer tipo de reflexão, as críticas sutis da trama provocam risadas, pois apresentam confissões absurdas feitas em situações bizarras. Política, dinheiro, drogas e sexo são assuntos apontados com escracho na trama. Nada está no lugar, nenhum dos personagens ou fatos tem algo de comum, são por demais fantasiosos, transbordando pecados e desejos extremos.

domingo, 25 de agosto de 2013

Paz, amor e muito mais

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Relações familiares e afetivas, separação, conflitos familiares, adolescência, auto-suporte.
SINOPSE
Diane (Catherine Keener) é uma advogada conservadora, moradora de Nova York e que perdeu o contato com a mãe, Grace (Jane Fonda), há mais de 20 anos. Mas quando seu marido Mark (Kyle MacLachlan) resolve pedir o divórcio, ela acredita que chegou a hora do reencontro com suas raízes e leva com ela os filhos para este contato com a avó durante um fim de semana. Só que a coroa ainda vive em Woodstock e seguindo os mandamentos daquela época e os conflitos começam logo que eles chegam. Mas suas histórias de vida e um bom humor constante parecem ser suficientes para mudar a rotina de todos. E é o que acontece com Diane e seus filhos, pois Zoe (Elizabeth Olsen) acaba se interessando pelo jovem Cole (Chace Crawford), seu irmão Jake (Natt Wolff) também conhece uma garota legal na pequena cidade e o músico Jude (Jeffrey Dean Morgan) aparece para balançar o coração de Diane. Será que tudo dará mesmo certo?
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O OLHAR DA PSICOLOGIA
"É difícil para os filhos entenderem que os pais são humanos e tem imperfeições".
“Às vezes na vida as coisas não estão dando certo e é preciso aceitar. Porque é quando a transformação pode ocorrer.”
Os críticos afirmam que o filme é uma comédia romântica que aborda conflitos de gerações com uma narrativa repleta de clichês, o que a o torna superficial, visto que não aprofunda nenhum dos temas propostos. De fato, é uma comédia leve, sem muita pretensão, e, politicamente incorreta. Drogas e amor livre são herança de Wodstock, que a avó dos adolescentes insiste em perpetuar. Apesar do politicamente incorreto modo de vida de Grace, avó de Zoe e jake, mãe de Diane, há algumas pinceladas de sabedoria em seus discursos. A sensibilidade parece ser seu forte, enquanto a filha está presa aos costumes “normais” , ou melhor dizendo, “socialmente desejados”. Enquanto mãe e filha parecem viver opostos, a neta Zoe aparenta uma boas doses de ambas, revelando a possibilidade dessas polaridades não serem incompatíveis. Ao contrário, no lugar de estarem opostas, podem ser complementares, transparecendo uma integração, como também pode ser conferida na arte produzida por Jake em seu filme. Uma das coisas que mais me chamou a atenção, foi mesmo a forma de seguir um “livro de receitas” para a criação dos filhos.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Khamoshi

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ASSUNTO
Deficiencia auditiva, relações afetivas, familiares e sociais, preconceito.
SINOPSE
1996 -Khamoshi conta a história de uma família dividida entre o silêncio e a música. Joseph (Nana Patekar) e Flavy (Seema Biswas) são um casal de surdo-mudos, e sua filha Annie(Manisha Koirala) é uma cantora talentosa e apaixonada por música que tem que cuidar dos pais. Após conhecer o compositor musical Raj (Salman Khan) ela se vê dividida entre dois mundos diferentes.
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O OLHAR DA PSICOLOGIA
Depois de seduzida e surpreendida por alguns filmes indianos, como TODA CRIANÇA É ESPECIAL, 3 IDIOTAS e MEU NOME É KHAN, descobri alguns sites e/ou páginas de Orkut que disponibilizam alguns filmes indianos para baixar. Assim, tenho obtido novas surpresas, de filmes velhos ou novos, brindando essa forma peculiar indiana de fazer filmes. Ainda que não consiga imaginar a variedade de temas discutidos em seus filmes e os diversos estúdios de filmes indianos que nos são negados, opto por compartilhar aqueles que considero interessantes, no que tange a psicologia. Kamoshi é um filme sensível que compartilha as angústias e conquistas de Annie, a filha de dois surdo-mundos. Seus pais vivem em Goa, superando obstáculos e dificuldades sociais para formarem sua família. O casal conta com a ajuda de Maria, a avó, que não só auxilia na educação das crianças, Annie e Sun, como também os apresenta o universo da música. Ainda jovem, Annie perde o irmão e a avó, o que faz com que ela se torne a voz dos pais, se afastando da música por muito tempo. Já adulta, ao se apaixonar, Annie faz as pazes com a música através de Raj. Ainda que seus pais tenham se afastado da igreja desde a morte do filho, Annie mantém sua ligação e tenta fazer uma ponte entre o universo silencioso de seus pais e o mundo de sons e melodias capazes de tocar o coração. Os dramas dessa família envolve não apenas as dificuldades devido a deficiência auditiva dos pais, mas, principalmente, do isolamento causado pelo desrespeito às diferenças. A trama tem um toque indiano, ao apresentar romance, drama, musical, e, até comédia em um único filme, sem que nenhum dos estilos predomine ou torne a experiência cansativa. É um filme emocionante, sensível e rico, que discute o preconceito sob diferentes perspectivas, além de falar de intolerância com as diferenças, e, a sobrecarga emocional que pais podem delegar aos filhos, quando querem impor sua forma pessoal de ver o mundo aos seus.



O quarteto

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Terceira idade, relações sociais, familiares e afetiva.
SINOPSE
Cissy (Pauline Collins), Reggie (Tom Courtenay) e Wilfred (Billy Connolly) vivem em um lar para músicos aposentados. Diversas personalidades famosas, hoje aposentadas, convivem juntas, treinando seus dotes musicais e relembrando os tempos de sucesso. Todos os anos a casa realiza um concerto para recolher fundos que permitem a sobrevivência da instituição. A celebração, é claro, é feita com apresentações musicais. Porém, quando Jean (Maggie Smith), ex-esposa de Reggie, integra a casa de repouso, a harmonia do local é quebrada. Enquanto os organizadores da festa veem na presença de Jean uma oportunidade única de refazer o famoso quarteto que interpretou Rigoletto, com Cissy, Reggie e Wilfred, a nova habitante recusa-se a cantar. As amizades e os amores de antigamente são questionados na tentativa de convencê-la.
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O OLHAR DA PSICOLOGIA
A inevitável proximidade da morte e a decadência física e psicológica na terceira idade é tema dessa comédia dramática. Ao reunir personagens tão glamorosos quanto os artistas aposentados, a trama pretende pincelar alguns possíveis dramas vividos na situação. De fato, nenhum assunto é aprofundado, nem mesmo a guerra de egos que esta possibilidade poderia causar. Seguindo a linha romanesca de Hollywood, o filme apresenta um final feliz para o casal. Entretanto, não podemos deixar de observar as pequenas sutilezas que dão liga às diversas situações. A falha de memória, os vícios, as possíveis ausências e presenças são elementos que suavemente atravessam a trama. De forma leve e despretensiosa, a trama nos convida a homenagear músicas e músicos, arte e artistas, e, principalmente, nos proporciona a agradável experiência de compartilhar a arte de viver. O filme é simpático e tem um elenco competente, confira!




English, Vinglish

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Preconceito racial, linguístico e sexual, auto-estima, relações familiares, afetivas e sociais.

SINOPSE

É um filme indiano de 2012 e escrito e dirigido por Gauri Shinde. O filme mostra a história de Shashi, interpretada por Sridevi, uma dona de casa indiana conservadora, que ainda segue alguns costumes tradicionais e só se comunica em híndi, o que dificulta sua convivência social, pois a esmagadora maioria da população indiana fala inglês usualmente. A partir dessa premissa, acompanhamos a viagem de Shashi, sem sua família, a Nova York para ajudar nos preparativos do casamento de sua sobrinha. As circunstâncias forçam-na a afirmar sua independência, inscrevendo-se em um curso de inglês e provando ao mundo que ela é tão capaz quanto qualquer outra pessoa. È possível encontrar o filme online ou para baixar em sites como telona.org.

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O OLHAR DA PSICOLOGIA

Ainda que o filme trate de uma temática bem específica, ao focar a questão da língua inglesa substituindo a língua nativa, há também um tema universal em voga. Aqui, falamos de nossas formas tradicionais de funcionar no mundo. Quantas pessoas teimam em seguir um “livro de receitas” de como viver, mantendo tradições muitas vezes ultrapassadas. Novos conceitos nos invadem a cada momento, mídias diretas e indiretas repletas de informações. Se, por uma lado, alguns tratam de aparelhar-se com o que tem de melhor em termos de comunicação, outros preferem confiar nas antigas formas de acessar informações. Existem ainda aqueles que simplesmente se fecham dentro de suas certezas tradicionais, não aceitando qualquer mudança. Quantas esposas escolhem viver o papel de “boa dona de casa e mãe” e se esquecem de prestar atenção nos próprios filhos e nas mudanças da vida? Não há receita! Não creio que podemos julgar quaisquer dessas escolhas, pois qualquer extremo nos convida ao desequilíbrio. Sashi é uma dona de casa que preza pelo tradicional, entretanto, acaba por esbarrar em obstáculos sociais que tornam até mesmo suas relações familiares bastante prejudicadas.