Atendimento Psicológico Domiciliar
O que é o atendimento domiciliar
Quando é necessário?
O que ocorre quando surge a doença..
Objetivos do trabalho
Áreas e profissionais disponíveis
O que é o atendimento domiciliar
A prática em atendimento domiciliar na área da saúde vem crescendo, nos setor público e privado, com argumentos que vão desde a relação custo-benefício até a busca da humanização do tratamento. O Atendimento psicológico domiciliar, conhecido como “home care”, vem ocupando um espaço importante como forma de atendimento a clientes que estejam impossibilitados de se transportarem ao consultório. Trata-se de uma prática atual, em que o paciente usufrui do convívio familiar e geralmente apresenta uma recuperação bastante satisfatória.
O atendimento domiciliar em Psicologia é uma modalidade de atuação ainda pouco conhecida. Ele pode ser definido como o atendimento que o profissional faz a pessoas que apresentem dificuldades ou impedimentos de locomoção, devido a patologias ou outros motivos que as impedem de se dirigir ao hospital ou ao consultório para receber tratamento. O pedido ou a indicação para o atendimento psicológico domiciliar pode ser feito pelo próprio paciente, por seus familiares, pelo médico ou pela equipe de saúde que o assiste. A partir da indicação e após a concordância do paciente, é combinado o dia/hora e a periodicidade do atendimento.
O acompanhamento de um psicólogo na residência do paciente é de suma importância, pois ele pode acompanhar a realidade do paciente, o que pode lhe atingir e lhe proteger, o paciente é sempre o mais beneficiado neste tipo de atendimento. De um lado, o trabalho do psicólogo inclui compreender e traduzir as representações do paciente sobre seu processo, de outro, o atendimento domiciliar permite maior contato com a realidade concreta do paciente, havendo a possibilidade de se observar características da dinâmica familiar.
Quando é necessário?
O atendimento psicológico domiciliar pode ser necessário nos seguintes casos:
· Pacientes oncológicos, pacientes em tratamento prolongado ou acidentados, idosos, síndrome do pânico;
· Depressão, transtorno bipolar de humor;
· Problemas de relacionamento (afetivos), conflitos familiares e/ou conjugais;
· Auto-estima, luto, insegurança, timidez, compulsões, fobias (medos), agressividade, ansiedade, conflitos na adolescência, estresse, problemas somáticos, sexualidade;
· Transtorno de estresse pós-traumático (vivência de acidentes, perdas, traumas ocasionados por assaltos, agressões e abuso sexual), conflitos emocionais durante a gestação, gestação de risco, depressão pós-parto, entre outros problemas psíquicos e distúrbios psicológicos.
O que ocorre quando surge a doença...
O processo de doença desencadeia, em geral, ansiedades, conflitos e fantasias, que vão “contagiando” todos os envolvidos. Inseguranças podem gerar dúvidas quanto ao atendimento prestado pela equipe, o conforto trazido pela assistência em casa pode se tornar um incômodo, sendo o suporte psicológico extremamente necessário para evitar que essas dificuldades comprometam o tratamento. (Gavião & Palavéri, 2000).
Alguns aspectos psicológicos são característicos de pacientes atendidos em domicílio, sendo mais freqüentemente encontrados: medo de não estar no hospital em momentos em que necessite de maiores recursos tecnológicos; traços depressivos após o aparecimento abrupto da doença e mudança de vida; inversão de papéis, tendo-se, muitas vezes, o habitual provedor da casa em situação de dependência dos filhos; sentimento de culpa por se perceber como um “peso” para os familiares... Em relação aos cuidadores, apresentam-se quase sempre sobrecarregados com o acúmulo de tarefas a cumprir e sem disposição para cuidar de si próprios.
Assim, o psicólogo verifica como o paciente está enfrentando a situação de doença, quais os recursos psíquicos disponíveis, a existência de comprometimentos psíquicos advindos da doença orgânica ou não, o momento de enfrentamento da doença em que se encontra (negação ou aceitação) e o prognóstico. Como já foi citado, é comum a existência de quadros depressivos devido aos diversos graus de dependência a que os pacientes estão submetidos e à mudança de papéis que experimentam.
O cuidador é avaliado pelo psicólogo quanto à forma como está enfrentando a situação de doença sendo focalizados, principalmente, a existência ou não do cuidado consigo mesmo (se tem tido lazer, se divide tarefas com outras pessoas) e os efeitos que o exercício de cuidar tem tido em sua vida, com as perdas e ganhos que isso significa. Não é raro que esta pessoa se apresente sobrecarregada em suas tarefas com o paciente e num quadro de stress, embora reconheça sentir-se bem por cuidar de alguém que lhe é querido, sendo útil, tendo uma importante função. Uma vez que tenha acesso a outros familiares, o psicólogo se preocupa em perceber também como eles encaram a situação de ter um parente doente, como estão se organizando para os cuidados e em identificar eventuais problemas na dinâmica familiar que possam estar interferindo no andamento do tratamento do paciente.
O psicólogo irá nortear sua atuação em cada caso, dependendo das necessidades e demandas levantadas. Poderá, então, propor: psicoterapia para o paciente ou o cuidador individualmente, ou incluir os cuidadores em grupos terapêuticos; realizar orientações individuais ou grupais; participar de reuniões de família, juntamente com outros membros da equipe de saúde, para redirecionar o tratamento (por necessidade de cirurgias, procedimentos invasivos, casos de não adesão, orientações focalizadas na provável proximidade do óbito do paciente, entre outros); além de trazer à equipe conteúdos subjetivos dos casos atendidos.
Nos atendimentos aos pacientes e cuidadores é freqüente observar a presença de traços depressivos e de ansiedade, a procura de explicações para o advento da doença, dificuldades para aceitar a situação de dependência e a troca de papéis que, por vezes, se estabelece na família, já que, como foi referido, é comum o provedor da casa passar a ser dependente de quem antes estava sob seus cuidados, como acontece entre pais e filhos. São freqüentes as queixas quanto à dificuldade de divisão de tarefas com outros membros da família, as trocas de experiências entre eles acerca da forma de realização de cuidados específicos, como o banho do paciente no leito ou a administração da dieta. São tratados também assuntos como a angústia de conviver com pacientes sem perspectiva de melhora clínica ou demenciados, e os encargos físicos e emocionais que isso traz para os cuidadores, entre outros conteúdos.
Objetivos do trabalho
· Dar suporte ao cliente e familiares
· Ampliar o autoconhecimento
· Buscar a expansão de potenciais individuais
· Através do amadurecimento emocional, assumir escolhas.
· Trabalho voltado para o ser, na particularidade de cada um.
Áreas e profissionais disponíveis
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