sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O menino de ouro

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Luto, elaboração do luto, superação, relações afetivas, sociais e familiares e fé.
SINOPSE
Um casal decide adotar uma criança após diversas tentativas frustradas de ter um bebê. Zooey, em sua ida a um orfanato, se encanta por Eli, um pequeno garoto de 7 anos que anda de terno e gravata e se comporta como um adulto. Enquanto o coração de Zooey se enche de esperança com a possibilidade de vir a se tornar mãe, Alec, seu marido, tem de quebrar a cabeça para não deixar que a empresa, que seu pai construiu com tanta dedicação, vá a falência e seja obrigada a fechar as portas. Um filme para você acreditar realmente que o amor é para ser dividido e que nós estamos sempre rodeado por anjos, assim é Milagres Acontecem – O Menino de Ouro, que promete te emocionar do início ao fim.
TRAILER
O OLHAR DA PSICOLOGIA
Dia desses, um casal que atendo comentou sobre a experiência de ter assistido ao filme. Diante disso me senti na obrigação de ver. Assim como “A vida que segue”, o filme explora a elaboração do luto na perda de um filho. A diferença está na forma de elaboração. Nesse caso, o filho ainda era criança, e já pegamos o processo no momento que o casal estuda a possibilidade de adotar uma criança. Depois da perda, a mãe não consegue mais engravidar, ainda que fisicamente nada seja encontrado, que possa justificar sua dificuldade. Sua infertilidade é apontada como psicológica, tendo alguma ligação com a perda do filho. Ainda que o filme apresente uma visão surreal, incluindo mais de um anjo como suporte para o casal, o filme é emocionante e promove reflexão. No atendimento psicoterapêutico do consultório, é comum recebermos pessoas em situações de luto. Alguns apresentam algum sintoma físico, como consequência dessa dificuldade de enfrentar a nova realidade, outros podem apresentar sintoma psicológico ou apenas serem trazidos por parentes, quando reconhecem algo muito alterado no comportamento do indivíduo. Fato é que muito do que o filme apresentou, me remeteu ao papel do terapeuta no processo de luto de seus clientes. Os “anjos” do filme, representados pela criança misteriosa e o ‘sem teto’, dão suporte ao casal, facilitando que ambos descubram a própria força, apesar de todos os problemas.

Vida que segue

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Luto, relações afetivas, sociais e familiares.
SINOPSE
Nos meses anteriores ao seu casamento com Diana Floss (Careena Melia), Joe Nast (Jack Gyllenhaal) está morando com os pais daquela que foi sua noiva. Quando Diana é assassinada, ele se vê em uma situação estranha sua relação aos pais dela, Ben (Dustin Hoffman) e Jojo (Susan Sarandon). Todos os três têm de lidar com a tragédia e, junto com a procuradora do Estado, discutir ações legais sobre o caso. Joe faz o que pode para atender a expectativa de todos, lutando contra o sofrimento da perda e lidando com o novo relacionamento que terá pela frente com seus sogros. O casal Floss adora Joe, mas a tristeza e o luto de todos prejudicam a conexão natural que poderia existir entre eles. Quando Joe se apaixona por outra mulher, ele terá de encontrar uma fórmula para seguir o seu coração e não magoar os pais de sua ex-noiva.
CENAS DO FILME
OLHAR DA PSICOLOGIA
O luto já foi tema de diversos filmes. Neste caso, o foco está na elaboração do luto dos pais, que evitam enfrentar a perda da filha, quando resolvem “adotar” o suposto genro como filho. O filme nos trás diversas situações possíveis em dramas semelhantes. Enfrentar a perda de um filho é sempre mais doloroso do que o contrário, a perda dos pais. De fato, ainda que qualquer perda de entes queridos provoque reações inimagináveis, o filho, partir antes dos seus genitores, é um acontecimento inesperado. Ainda assim, Ben e Jojo decidem adotar um comportamento racional, se distanciando da dor profunda que a tragédia provocou. O suposto noivo, por sua vez, além de viver seu próprio luto, se deixa envolver no estranho jogo, tentando viver de acordo com as expectativas do casal. Os três se relacionam de forma artificial, tentando camuflar culpas, dores e segredos. Fugir da realidade transforma a rotina de todos em sucessivas cenas artificiais que não podem durar para sempre. Novos acontecimentos acabam provocando mudanças na situação, fazendo com que cada um precise enfrentar a própria realidade.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ponto de vista

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Percepção, gestalt-terapia, relações humanas e sociais, visão de mundo.
SINOPSE
O presidente dos Estados Unidos, Ashton (William Hurt), participará de uma conferência mundial sobre o combate ao terrorismo em Salamanca, na Espanha. Thomas Barnes (Dennis Quaid) e Kent Taylor (Matthew Fox) são os agentes do Serviço Secreto designados para protegê-lo durante o evento. Entretanto logo em sua chegada o presidente é baleado, o que gera um grande tumulto. Na multidão que assiste ao atentado está Howard Lewis (Forest Whitaker), um turista americano que estava gravando tudo para mostrar aos filhos quando retornasse para casa. A partir da perspectiva de diversos presentes no local antes e depois do atentado é que se pode chegar à verdade sobre o ocorrido.
TRAILER
OLHAR DA PSICOLOGIA
Indicado por uma professora da pós graduação, o filme lustra conceitos que são caros, não só para a Abordagem Gestáltica, mas para a psicologia e o estudo da percepção.  Ao voltar várias vezes no tempo e contar o episódio pela visão de cada um, o filme abre possibilidades para pensarmos em acontecimentos corriqueiros de nossas vidas. Diferente da relação causal, tão facilmente aceita, a trama nos oferece uma visão de sistema, onde a alteração em um elemento irá mudar a configuração do fato, transformando-o em outra história. Diante disso, a cada ponto de vista, temos uma nova versão. A percepção de cada um é o ingrediente que permite diversas verdades para um mesmo acontecimento. É preciso destacar a importância de interligar as diferentes versões para chegarmos a uma compreensão diferente do episódio. Entretanto, nenhuma das versões vivenciadas pode ser considerada inverosímel, podendo ser alterada por cada novo elemento.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Osama

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Relações familiares, sociais, culturais, identidade feminina, história, regime opressor.
SINOPSE
2003 - Durante o rigoroso regime Talibã, uma menina é obrigada a se disfarçar e agir como menino para sustentar sua família que é composta só de mulheres. Essa medida faz parte de uma lei que pro[ibe as mulheres de sair de casa sem a companhia legalmente aceita, ou seja, de homens da família. Com marido e irmãos mortos, não há ninguém para sustentar a casa. Para isso, ela cortou o cabelo da filha para ela trabalhar com outros homens e meninos. Ela passa a ser chamada de Osama. Tudo corre bem até que Osama é recrutado pelo exército e inicia uma jornada assustadora pelas estradas do Talibã. A farsa é desvendada quando Osama - nome dado por um garoto que tentou proteger a menina da perseguição dos demais colegas de escola - menstrua. A pobre jovem é submetida a castigos físicos e a um julgamento público. Ao que parece a única distração dos afegãos era participar desses julgamentos, nos quais um senhor barbudo (os homens não podiam cortar a barba), idoso, denominado de juiz, ficava deitado emitindo os seus pareceres. Um deles foi o de mandar matar um repórter francês que gravou o protesto público das mulheres afegãs. A punição de "Osama" é a de se tornar esposa de um velho decrépito. Ela chorando, pedindo ao "juiz" que a devolvesse para a sua mãe é o momento mais emocionante do filme. A mulheres eram oprimidas por excelência nas mãos dos talibãs. Filme-denúncia que evidencia em detalhes o atraso em que viviam certas sociedades em pleno século XX. Inspirada numa história real, Osama é a primeira produção depois da queda do regime Talibã.
TRAILER


O OLHAR DA PSICOLOGIA
Assim que pude viajar, não como turista, mais como ‘curiosa’, fiz descobertas sensacionais. O fato de encontrar outras culturas e formas de viver amplia nossa perspectiva de mundo, fazendo com que possamos diversificar nosso repertório existencial. É muito rico, ter contato com outras realidades, que nos permitem maior flexibilidade frente às certezas de outrora. Por isso, adquiri um gosto especial por qualquer ferramenta que nos enriqueça nesse aspecto. “Osama” é uma dessas possibilidades. O filme retrata outra realidade cultural e histórica, muito diversa desse nosso mundo “globalizado”.