sexta-feira, 14 de março de 2014

ELA (Her)

 
clip_image001ASSUNTO
Depressão, solidão, sexualidade, relações afetivas, sociais e virtuais.
SINOPSE
Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.
TRAILER
O OLHAR DA PSICOLOGIA
Dia desses, eu assisti uma cena que me incomodou bastante. Estava numa festa de família, quando vi dois sobrinhos, sentados na mesma mesa, cada um digitando em seu próprio celular. Eles têm poucas oportunidades de se encontrarem, são da mesma geração, e, no lugar de aproveitarem o momento para trocar ideias, fazerem contato real, o faziam através do celular. Pasmem, estavam falando um com o outro através do teclado, quando podiam fazê-lo ao vivo! Em outra ocasião, decidi dar um jogo chamado “Imagem em ação” para minha afilhada. Contei para ela o quanto o jogo promoveu momentos agradáveis entre amigos em diversas ocasiões. Ela me respondeu que não teria como usar, pois seus amigos gostam de jogos eletrônicos, não teria com quem brincar. Fiquei triste com isso. Dentro do consultório, vejo repetidamente o quanto às relações virtuais estão promovendo aproximações e afastamentos, muitas vezes causando patologias peculiares à nova geração. Não, não sou contra o avanço tecnológico, mas tenho receio que os contatos virtuais possam produzir maior afastamento entre as pessoas, e, novas patologias possam surgir.  Nossas relações afetivas, familiares, sociais estão em transformação. E, o papel toda tecnologia nessa transição está se tornando protagonista. Não há dúvida que a tecnologia promove avanços inimagináveis. Mas, qual o limite entre benefícios e malefícios promovidos por esta nova forma de relação? ELA (HER) é um filme extremamente atual, pois exibe uma discussão profunda sobre as relações humanas, sobre o vazio existencial e a solidão do mundo pós-moderno. O filme promove diversas reflexões e abre espaço para uma questões bastante necessárias.
A trama dá, não só o que falar, mas também pensar e trocar. Dentre as críticas encontradas na rede, compartilho os trechos a seguir, confira:
(...) O roteiro magnífico explora o ciúme, a possessão, o sexo, a distância e a noção de pertencimento nos amores contemporâneos, sem jamais parecer um filme-tese. Pelo contrário, com seu clima fluido, imagens de baixo contraste e trilha sonora agridoce, a narrativa constrói uma viagem linear, agradável e hilária em diversos momentos, sem a necessidade de reviravoltas abruptas para despertar o interesse do espectador. (...) Esse futuro do pretérito é um mundo anônimo, despersonalizado, fruto da globalização que deixa todas as pessoas e lugares com uma aparência semelhante. (...) O futuro imaginado por Jonze é triste, individualista, melancólico, onde a tecnologia fornece apenas meios de encontrar o amor pela Internet, fazer sexo virtual, pagar para terceiros escreverem cartas pessoais, divertir-se sozinho com videogames realistas. (...) Para os personagens, o virtual é visto como um ideal a alcançar, um modelo de perfeição para o real. (...) Não, este filme não é uma ingênua celebração da tecnologia, e sim uma reflexão profunda sobre todos os aspectos que ligam os homens à máquina, e à projeção que fazemos dos nossos amores na invisibilidade do meio virtual. Leia mais, clicando aqui.
A tecnologia é o fio condutor que Jonze escolheu para discutir relacionamentos. E muitas questões são levantadas: as redes sociais nos fizeram anti-sociais? Estamos perdendo nossa capacidade de lidar com emoções e problemas do mundo real? Adquirimos uma ansiedade crônica? Nessa ironia imaginada pelo diretor, o personagem de Phoenix trabalha em um site que escreve cartas manuscritas para outras pessoas. Esse serviço de terceirizar as próprias emoções parece ser sintomático de um mundo tão conectado, mas também tão distante. (...) um longa sobre impossibilidades. O OS tem consciência de sua própria existência, sente emoções, aprende com o passar do tempo e desenvolve necessidades e desejos. Mas não possui um corpo físico. Ainda assim, não só o protagonista do filme, mas diversas outras pessoas nesse mundo acabam iniciando namoros com esses Sistemas. (...) Ela é um drama depressivo e delicado sobre nossa necessidade de se conectar a alguém. É envolvente pela investigação que faz da condição humana, mas também por ter tanto a dizer sobre nós mesmos nos dias de hoje. Leia a crítica completa, clicando aqui.






3 comentários:

  1. Adorei o filme, e assisti por indicação sua!!!!! Valeu...

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  2. Seja bem vinda, sempre, Denise!
    Então, logo que possível, assista Disconnect, um filme que tem um olhar diferente para as relações virtuais, apontando o quanto os riscos podem se aproximar do que tem de mais humano em qualquer relação. O mundo virtual também tem o humano, portanto, não há como ignorar os riscos reais dessas relações, principalmente por conta de ser um Universo relativamente novo. Você vai gostar!

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  3. Gostaria de saber qual a redução fenomenologica desse filme

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