domingo, 18 de janeiro de 2015

Teoria de tudo

clip_image001 ASSUNTO
Relações familiares, sociais, acadêmicas, afetivas e terapêuticas – auto-suporte. Conceitos gestálticos: Priorizar os sentidos, momento presente, teoria paradoxal da mudança (aceitar o que está sendo para que a mudança ocorra, favorecendo se tornar quem de fato é).
SINOPSE
Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa, quando ele tinha apenas 21 anos.
TRAILER
O OLHAR DA PSICOLOGIA
O filme retrata um período importante da vida do famoso astrofísico, que foi acometido ainda jovem pela doença degenerativa denominada ‘síndrome de Charcot’. O médico informa, ao esclarecer o caso, que embora a doença não vá afetar o seu cérebro,  a ligação entre este e os músculos será interrompida gradativamente, o que impossibilitará sua comunicação com seu entorno. Ao assistir a cena em que o médico fez tal declaração, fiquei me perguntando como o jovem astrofísico poderia sobreviver ao rompimento de sua relação com o mundo. A abordagem gestáltica prioriza o ‘entre’, a “fronteira” é considerada como o lugar de desenvolvimento da existência. O “contato” é a realidade mais simples e primeira, sem o qual não há construção de indivíduo - individuação. Este contato com o que está “fora” vai dando contorno à noção de quem somos. Como seria para o astrofísico sobreviver sem a possibilidade de contato? Seu momento trouxe um contato especial, capaz de expandir as próprias fronteiras: o amor. Razão e emoção se encontram e perfazem novas configurações. Ele está determinado a encontrar uma “eloquente explicação” para o Universo, seu mundo é matemático, racional. Ele busca a lógica, tem o objetivo de explicar fenômenos do universo, como o tempo. Jane, por outro lado, é emocional, poética e personifica a fé, busca a compreensão do universo através dos sentidos. Esse encontro torna possível expandir suas fronteiras, permitindo que as probabilidades científicas sejam desafiadas. O “tempo”, seu objeto de estudo, é vivido em sua plenitude pelo casal, que encontra novas alternativas para cada novo desafio imposto pela enfermidade.
Vivendo cada momento como único, eles venceram o tempo previsto, juntos. O bom humor é marca da personalidade do cientista, a força da doçura é a marca dela. Foram 35 anos de casamento, firmando uma parceria que ultrapassou o matrimônio. A vida do gênio, como retratada na fita, nos faz refletir sobre limites. O que ou quem pode definir nossos limites? Nem sempre temos escolha sobre o que acontece conosco, mas o que fazer com isso, ah, neste caso podemos escolher! Qualquer relacionamento que nos permita desenvolver nosso potencial é terapêutico. Se a relação é autêntica, amorosa e respeita nossa singularidade, trata-se de uma relação inspiradora, saudável e amorosa. Não é necessário que seja um romance, mas é preciso ser alguém que nos valorize pelo que somos. Assim ocorreu com Stephen, que teve em seu relacionamento um ambiente favorável para que pudesse desafiar todas as probabilidades científicas. Ele ainda vive, ele se permitiu mudar as próprias ideias e permanecer respeitado, reconhecido como gênio. O filme nos convida a refletir sobre a vida, o amor, sonhos, razão, emoção, e, principalmente, sobre a importância de relações nutritivas em nossas vidas, confira!




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