segunda-feira, 23 de abril de 2012

Triângulo amoroso

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ASSUNTO
Relações afetivas e sociais, casal e família, traição, sexualidade, novas relações amorosas, luto, doença física.



SINOPSE
A história do casal de meia-idade Simon (Sebastian Schipper) e Hanna (Sophie Rois) que vive em Berlim e, simultaneamente, se apaixona e se envolve com o mesmo homem (Devid Striesow). No entanto, quando Hanna fica grávida, surge a pergunta que irá mudar o relacionamento de todos: "quem é o pai?"

TRAILER

O OLHAR DA PSICOLOGIA
O filme é sensível e impactante, ousado e delicado, provocador e reconfortante. Como pode ser tudo isso? Sempre vai depender de quem assiste e/ou qual o momento escolhido. O desenvolvimento da trama se dá em torno das relações contemporâneas e suas novas possibilidades. Falando de traição, sexualidade, luto, rotina, mudanças e muito mais, o filme é um trabalho que deve ser visto, discutido e pensado. Um relacionamento desgastado que se torna vivo após a traição. A vivência do luto da mãe, o enfrentamento da doença e o desgaste da relação. A descoberta de novas configurações, novas vivências, novos riscos. Depois de tantas perdas nada mais é chocante, as prioridades mudam. Seria homossexualidade ou apenas a restauração da bissexualidade, que é inerente ao ser humano? Prazer, culpa, traição ou tradição? O filme discute tudo isso com neutralidade, não há julgamento, apenas acontece. Com interpretações fantásticas, a fita nos conduz ao universo dos personagens com naturalidade. As cenas de sexo transmitem autenticidade, não há espaço para pornografia.

Os acontecimentos que atravessam a vida dos três vão dando contorno às novas configurações. Durante a entrevista de Hana, acontece um dos mclip_image004elhores diálogos do filme, os conflitos existenciais se revelam. Conceitos do existencialismo e da psicanálise, resistência a mudanças, necessidade de transformação, mudança de ciclos, busca de equilíbrio, auto-regulação são alguns dos temas desenvolvidos. O desfecho da trama é apaziguador, suavizando qualquer angústia que o filme possa ter nos provocado. Ainda assim, a vontade é rever um ou outro detalhe que foi pouco compreendido. O determinismo biológico, as regras culturais, políticas e sociais; A transformação de crenças e valores, os desejos, as relações humanas e suas diversas formas de funcionamento são assuntos que não devem ser esgotados no longa. O filme abre  portas para novas discussões. Recomendado para maiores de idade e sem pré conceitos, é preciso estar com a mente aberta, não há espaço para certo e errado.
Adulto e exploratório dos sentimentos de uma faixa etária pouco representada no cinema, o longa discute ideias deterministas de biologia e as estruturas sociais que vivemos, que deixam pouco - ou nenhum - espaço para aceitação de novos formatos de relacionamento, mesmo nas maiores e mais permissivas cidades do planeta.  Mas no caso da modernana Berlim, retratada aqui, o problema não é a sociedade em si, mas a autoaceitação e que fazer com o resultado de tamanha liberdade, de tantos debates filosóficos iniciados por tanta arte e mídia. (...)Esse tema, a morte, é bastante presente no filme, explorado através de dois cânceres - ou três, se contarmos o figurativo, que se apresenta na forma de um comodismo conjugal. Leia mais, clique aqui.
A história situa os dois dentro de um universo urbano, contemporâneo, em Berlim. Hanna e Simon são dois seres modernos típicos, pressionados entre uma agenda diária apertada e as tensões emocionais típicas da própria idade. Vivem juntos há 20 anos e estão experimentando uma série de problemas bem adultos - como o esmorecimento do desejo de um pelo outro, a morte da mãe de Simon e um câncer testicular dele. (...) Sem que um saiba da ligação do outro com Adam, o casal renova suas emoções. (...)Tykwer quer, visivelmente, discutir afinal que tipo de relacionamento amoroso existe hoje. Mas não se arrisca a fechar conclusões definitivas. Satisfaz-se com uma incursão ao estresse da modernidade, em que o dilema das pessoas passa pela contínua necessidade de optar por alguma coisa, quando tantas delas estão sendo oferecidas ao mesmo tempo - sejam elas informações, estímulos ou qualquer outro elemento. Clique para ler mais.
Triângulo Amoroso pouco teria a acrescentar a esse quase subgênero. Mas um olhar mais detalhado revela outros níveis de entendimento do processo, combinando elementos como liberação sexual, experimentações, homossexualismo, regras sociais, convencionalismo e transgressões. De tudo um pouco, sem exageros, numa mistura que envolve e, até certo ponto, surpreende. (...). Ela encara a nova paixão como uma aventura, algo divertido e ocasional, para entretê-la uma vez que outra. Ele vê naquele novo desejo algo inédito e significativo, que faz parte de si, mas não o define como um todo, e portanto não deve interferir em sua vida tradicional. Já Adam é o mais despreocupado, e trata os dois amantes como prazeres ocasionais, sem maiores estresses. Mas tudo isso tem data certa de colisão. Continue lendo...
Para justificar o mergulho amoral de seus personagens num amor inédito para eles, Tykwer cria uma trama de aprendizado. Aos 40 e tantos anos, Simon, Hanna e Adam aprendem algo a mais na vida. O primeiro descobre o desejo também por um homem; ela redescobre o prazer do sexo; o terceiro se lembra como é bom amar verdadeiramente. Link para continuar.

2 comentários:

  1. Este filme é o máximo, tão delicado e tão perfeito em suas colocações e cenas, imperdível. Foi difícil encontrá-lo, fucei encontrei e vi. Recomendo!!!

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    1. Denise,seus comentários são sempre bem vindos. Obrigada!

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